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A Era do Cup Noodles.


Sempre quero acreditar que sou importante – e que tenho valor –
mas a verdade é que vivo no Admirável Mundo Novo, aquele em que não existe valor individual.

Somos todos números. Um RG, um CPF ou uma matricula – não importa.

As vezes somos um algarismo vermelho em uma planilha de custos.

Dentes de engrenagens maiores que precisam rodar e que rodarão mesmo se este dente não mais existir, ainda que de forma torta e ineficiente. Se você for realmente importante sua ausência causará certo desconforto, senão nem ao menos isso.

Vivemos a sociedade do descartável. O celular descartável, as unhas descartáveis, as lentes descartáveis, as máquinas fotográficas descartáveis, e sua expressão máxima : a pessoa descartável.

Perdemos o conceito do insubstituível, da relação duradoura e da confiança mútua. Tudo que importa é o agora, o mais e o menos e a frieza da matemática.

Um mundo com gênios limitados, mas repleto de mediocridade.

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Cadê o Capitalismo? Cadê o Capitalista?


Nerd é o Kralho.


Ser nerd não é ter coisas esquisitas na sua estante, ou ver filmes obscuros, ou saber ler o IMDB e o Omelete, como os impostores (e o cara que escreveu esse artigo) querem fazer parecer. Comprar coisas é fácil. Repetir a internet como um papagaio é mais fácil ainda.

Difícil é saber coisas (de verdade, sem auxílio do Google). Aprender a  lutar contra a ignorância generalizada, não ter medo de dizer que religião é obscurantismo, lutar por uma nova sociedade que não seja comunista ou capitalista ou qualquer bosta dessas. Manter suas opiniões por mais anti-sociais que elas sejam, e até mesmo fazer uma empresa de milhões de dólares funcionar com o software que você desenvolveu.
Difícil é ser “nerd”, seja lá o que isso signifique.
E não um nerd auto-proclamado, só porque agora as empresas perceberam que precisam de gente inteligente em seus quadros. Ser “nerd” agora não é mais sinônimo de tomar porrada e não comer ninguém. É sinônimo de salário bom.
E agora, todos os caras “cool” que ficavam no colégio fumando maconha e dando porrada nos outros querem mostrar seu lado “culto” e “inteligente”. Foda-se a cultura POP. Não to nem aí se o cara curte Star-qualquer-merda e lia a Heavy Metal. Vai tomar no cú. É legal ver filmes, é gostoso ser fã, mas “nerd” já foi sinônimo de retardado social, e agora está virando sinônimo de consumista mongoloide. FODA-SE ESSE ARTIGO, e qualquer outro que queira definir o que é um “nerd”. Nerd para mim é pejorativo, palavrão, e sempre será. Já tomei porrada por causa disso e posso falar com real conhecimento de causa.
Alguém aqui sabe o que esse rótulo significa? EU já desisti de saber.
O que eu sei é que me recuso a ser um rótulo. Geração coca-cola é a minha caceta. Jovem Nerds são os meus culhões. Eu sou o Manel.
Ah, outra coisa, se o cara afirma que não é nerd logo no título do artigo dele, que autoridade ele tem para tentar penetrar nesse suposto “universo”? Vai fumar maconha e babar o ovo do Lindberg que é a sua praia.

Ninguem tem o direito de me calar.


Cagada Ungida em nome do Senhor.


Fazendo com o Tio Jobs a mesma coisa que fiz com o Tio Bill.


Quando é que as grandes empresas vão entender que as pessoas querem ser livres?

Será?


 

 

Quando as empresas ficaram assim? Anos 70?


 

 

 

 

Então, você gosta de questionar?


Fanboys no mundo da Tecnologia.


Google Logo officially released on May 2010

Image via Wikipedia

Um assunto que tem me perturbado muito atualmente são os ditos “fanboys” de uma marca tecnológica. É extremamente irritante uma pessoa que adere irrestritamente a uma marca, sem conseguir enxergar seus pontos fortes e pontos fracos.

Eu acho normal – e até legal – uma pessoa ser fã de determinado filme, série, ator ou outras brincadeiras. Eu mesmo sou fã de algum desses, mas quando o assunto é tecnologia – e conseqüentemente trabalho – a coisa muda de figura.

Fiz uma auto-critica e cheguei a conclusão que apenas uma marca me deixou a beira de me tornar um fã Xiita, e esta marca não foi Microsoft, Apple, Android ou Sony.

Esta marca foi o Google.

Serviços simples, de qualidade e gratuitos. Isso é a cara do Manel.

Em 2009 fiz um post que lendo hoje considerei altamente Xiita, onde eu dizia: “Não sei por que perco tempo procurando outros serviços gratuitos na web. Os serviços da Google são sempre melhores”. Ainda bem que continuei procurando.

Esse post foi verdadeiro em 2009, mas hoje – dois anos depois – esse pensamento ainda se aplica? Vamos ver.

Meus serviços online hoje são:

E-mail: Ok, a Google continua mandando nessa área com seu todo poderoso Gmail, mas quando outros provedores de e-mail puderam usar a interface da Google em seus e-mails gratuitos, alguns de meus e-mails que haviam sido esquecidos no limbo foram ressuscitados do nada. Eu que só usava o Gmail, me vi entrando no meu bom e velho IG Mail. Ele não reina mais absoluto em meu desktop como em 2009.

Blog: Nossa, eu que gostava tanto do blogger fiquei muito decepcionado com o avanço dessa ferramenta que simplesmente parou no tempo. O WordPress é tão superior que praticamente me obrigou a matar meus dois blogs hospedados no Blogger, mesmo com a limitação de não poder usar meu AdSense (que pra ser bem sincero nunca me deu grana mesmo). O Google aqui perdeu de longe.

Microblogging: Alguma dúvida de quem manda aqui? Alguém acha que o Buzz tem alguma chance de vencer o Twitter nesse campo? Sinceramente meu Buzz praticamente só repassa meu Twitter para pessoas que estão no trabalho e sua única opção é o Buzz, e nada mais.

Leitores RSS: Hoje praticamente qualquer coisa lê RSS. Porque se preocupar em criar uma conta no Google Reader?

Geotagging: Google maps? Fala Sério. Com Nokia OVI Maps (o melhor do mundo em sua categoria) e FourSquares não preciso de mais nada.

Social Networking: Facebook, GetGlue, LastFm. Nada da Google. O que é Orkut? Algum cliente estilo TweetDeck? Hummm, mais um #Fail para minha antiga preferida.

Podcasts: Google Listen? Uma merda, inusável no meu Android 2.2. Só pode ouvir os podcasts se estiver conectado?!?!? Falha épica da Google. Nada vence a Apple nesse campo.

Online Streaming: O Google Vídeos nunca empolgou ninguém e a compra do Youtube foi admitir a derrota nesse campo. Vida longa ao Youtube.

Compartilhamento de fotos: Eu amava o Picassa, mas foi outro que parou no tempo. Meus álbuns continuam lá porque tenho preguiça de mudá-los de lugar. Meu preferido hoje é o Molo.me, que é compatível com meu celular de R$ 70,00.

VOIP: Skype. Não existe outra palavra. Apesar de ser um cliente leve, bom e funcional ninguém usa o Google Talk. De que adianta um telefone que não fala com ninguém?

Poderia falar vários outros serviços aqui, mas para que me estender mais se vocês já pegaram a idéia? Se eu tivesse virado um fã insano da Google, hoje eu estaria parado no tempo usando coisas obsoletas e pouco produtivas.

A Tecnologia muda. Mude você também.

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