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Salvando o Mundo da Poluição com Caixinhas de Papelão.


Minhas novas obrigações de “maridão que ajuda” incluem como disse em artigo anterior, lavar a louça. Às vezes fico com preguiça e deixo para o dia seguinte como fazem a maioria dos seres humanos normais. Eu fico bem chateado com essa tarefa, pois minhas mãos antes do casamento eram dedicadas, apenas, a digitação e ao amor, o que me garantia uma pele sedosa e agradável ao toque.

Para diminuir o estresse de ter de bombardear minhas delicadas mãos com produtos químicos, e literalmente enfiá-las no meio da água cheia de comida podre de ontem, criei o hábito de ligar a TV e ouvir as noticias da manhã, no “Bom Dia Brasil” e logo após na “Ana Maria Braga”.

Em resumo, virei uma dona de casa modelo.

Mas hoje, durante o programa da Ana Maria – pessoa que admiro, pois minha esposa e minha mãe utilizam suas deliciosas receitas culinárias para agradar meu estômago – tive a grata surpresa de ver a mestre global da cozinha falar sobre a lixeira subaquática que se tornou o nosso planeta. Usando imagens fortes da “grande mancha de lixo do Pacífico”,

(http://www.globalgarbage.org/blog/index.php/2010/02/27/desmistificando-a-grande-mancha-de-lixo-no-pacifico/)

Ana Maria ganhou alguns pontos comigo, por ensinar as donas de casa que o lixo não some em alguma espécie de buraco-negro oceânico.

Entretanto sou obrigado a dizer, minha cara “loira” (sacou a ironia com o “Louro” José?) burra, você e seu papagaio devem permanecer na cozinha.

Mostrar a sua linda sacolinha retornável do “Globo Marcas” não vai salvar o meio ambiente, muito menos mandar as donas de casa usarem caixinhas de papelão vai influenciar em alguma coisa. O plástico não está apenas nas sacolinhas de mercado. Obrigar as pessoas a passarem perrengue para levar as compras de mês para casa não mudará absolutamente nada. É apenas mais uma falácia, uma forma de dar alguma satisfação ao publico em geral de que alguma coisa está sendo feita, quando o cerne da questão, que é nossa forma absurda e ineficiente de produzir e consumir fica bem escondida, presa nos grilhões da ignorância.

Minhas caras colegas donas de casa, eu que agora faço parte do seu grupo, não me deixei enganar. Não vou esvaziar meu bajulador (puxa-saco) caseiro porque algum industrial idiota se recusa a produzir sacos biodegradáveis que são mais caros.

Estamos realmente preocupados com o que estamos fazendo ao meio ambiente? Então deixemos de frescuras e ataquemos o problema real. Vamos exigir de nossas autoridades que se produza de forma limpa e eficiente, e vamos consumir menos.

O que tem de acabar não é o saco plástico.

O que tem de acabar é o supermercado.

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