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Hasbro, D&D, RPG, as Miniaturas e o Dinheiro.


Hoje recebi em meu google reader um artigo muito interessante sobre D&D, e como as miniaturas podem encarecer um jogo que deveria beirar o gratuito.

Um cara que não sei o nome, portanto não posso creditar, publicou no seguinte link:

http://www.josephwu.com/dnd/rtttoee/minilist.php?category_id=001&action=show_list

Uma lista das miniaturas que são necessárias para jogar o “Return to the Temple of Elemental Evil”, uma das aventuras mais famosas do D&D 3.5.

A lista é composta de um total de 405 miniaturas.

Na 4ª edição você tem trinta níveis, mas terá menos encontros por nível. Os 20 níveis de 3ª edição têm um numero de encontros similares a 26 níveis da 4ª edição.

Extrapolando esses números, chegamos à conclusão que uma campanha ao longo de dois anos pedirá – no mínimo – 623 miniaturas diferentes, e como o D&D 4ª edição usa mais monstros por encontro, você sempre precisará de duplicatas. Fazendo uma média de quatro duplicatas, chegamos aí ao escabroso numero de 2492 miniaturas.

Não duvidem desse número. Eu tenho aproximadamente esse numero de miniaturas.

Voltando as contas, eu que peço apenas miniaturas de 99 centavos de dólar, o que dá aproximadamente R$ 2,00 por miniatura, cheguei à triste conclusão de que irei gastar, em dois anos, R$ 4984,00 em bonequinhos bonitinhos de plástico, fazendo desse o RPG mais caro da história.

Agora vocês entendem porque as miniaturas não são opcionais na 4ª Edição?

Claro que tudo o que escrevi acima é questionável. As miniaturas são re-utilizáveis, e depois que você gasta essa grana uma vez, dificilmente precisará gastar de novo. Você não precisa usar exatamente a miniatura que está descrita no livro, pode improvisar com uma miniatura parecida que você já possui, e nada te impede de usar alternativas mais baratas, como contadores, pecinhas de jogos de tabuleiro e outras bugigangas que possam representar onde você está.

Mas a maioria dos jogadores de RPG não procede assim. Eles querem suas aventuras as mais chamativas possíveis, e isso inclui não só os bonequinhos como cenários, matriz de combate e outros apetrechos como mapas bonitos, cartas em estilo medieval e em alguns casos que tive o prazer de participar até mesmo espadas e armas medievais reais.

Parabéns Hasbro. Vocês vão ganhar muita grana.

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Chegamos ao Fim dos Livros de RPG?


Parece até engraçado um cara que possui mais de 170 livros de RPG, espalhados em diversas prateleiras gigantes, levantar uma questão como essa. Ainda me lembro de ter aberto minha primeira caixa de Dark Sun, em meados de 1992.

Mas, com a popularização da 4ª edição e com os PDF readers – como Ipad, Samsung Galaxy Tab e seus clones chineses – a preços módicos, a questão é bem pertinente.

Apesar de ter jogado pouco a 4ª edição até o momento, sinto que minha assinatura do D&D Insider é mais do que suficiente para criar meus personagens. Mesmo sem ter comprado nenhum livro de Dark Sun, nem ao menos ter atendido ao D&D Game Day, todas as opções para a criação de um personagem em Athas estão lá, no meu querido Caracter Generator. A um clique de mouse, todos os livros foram atualizados em meu software, e com um bom PDF reader – ou até mesmo um celular com Android – posso levar meu personagem a qualquer lugar. Se eu fosse apenas jogador, o que me motivaria a comprar o livro? Absolutamente nada.

Lembra como a sua ficha ficava suja toda vez que precisava atualizar as estatísticas de seu personagem? Isso acabou. Basta mudar os dados no seu software e imprimir mais uma ficha, ou simplesmente ver suas novas habilidades no Caracter Visualizer, em seu notebook, Tablet ou celular.

Lembra como seu mestre perdia tempo conferindo se suas escolhas estão de acordo com a regra? Isso também é coisa do passado. O software valida tudo, e não existe a opção de seu personagem sair errado de lá.

Até o prazeroso ato de rolar os dados pode ser substituído pelos famosos roladores do Iphone ou Android. Tudo que é necessário para se jogar hoje em dia se encontra dentro de seu smartphone.

Admito que a tecnologia ainda seja incipiente, e ainda existe muito espaço para melhorar, como por exemplo as ferramentas para o mestre, e as versões mobile dos softwares da própria Wizards poderiam sair do forno, mas uma coisa é certa: a forma de jogar RPG já está mudando.

Você terá que se adaptar, ou será chamado de vôvô.

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