Arquivo da categoria: Tudão

Tudão é o infinito elevado ao universo.

Maratona de música.


Pois é galera, quem me conhece sabe que sou fã da série de livros 1001 … Antes de morrer. Comecei com os filmes, e agora parti para os discos.

Quem me acompanha no Twitter já deve ter visto alguns posts com minhas opiniões sobre os discos que estou escutando, no exato momento que termino de escutar.

Então, pra facilitar pros “atrazildos”, vou manter este post atualizado com esses Twitts para futura referência.

Lembro que não sou critico de música, e estas são apenas opiniões pessoais de um ser humano normal. 😉

#1001Discos 0015 Billy Holiday – Lady In Satin [1958]-Perdeu o amor e precisa curtir uma fossa? Esse é o seu disco.Bebida forte é recomendável.

#1001Discos 0014 Little Richard – Here’s Little Richard [1957]-Se você não ouviu esse disco, provavelmente é surdo. Maravilhoso disco atemporal.

#1001Discos 0013 Machito Kenya [1957] – Ótimo disco de Jazz Afro, na minha opinião bem melhor que o Sabu Palo Congo. Menos santeria, mais musica.

#1001Discos 0012- Miles Davis – Birth Of The Cool- Um disco mega lento, pedra fundamental do Jazz. Não escute se estiver com sono.

#1001Discos 0011 Sabu Palo Congo [1957] – Contagiante,com delicioso clima latino de santeria. Cheio de musicas que você gosta mas não sabe quem é

#1001Discos 0010 Thelonious Monk – Brilliant Corners [1957]- a palavra que define é… esquisito. Vale pela curiosidade.

#1001Discos 0009 Count Basie – The Atomic Mr. Basie [1957]-Clima baile BIG Band festivo, intercala lentas e rápidas. Algo que O Máscara escutaria.

#1001Discos 0008 Buddy Holly – The “Chirping” Crikets [1957]-Um disco curto, com alguns mega clássicos, mas a obra como um todo não é isso tudo.

#1001Discos 0007 Frank Sinatra – Songs For Swingin’ Lovers[1956]-O Bom e velho Frank Sinatra pagando de pegador. Tipo Fabio Junior, só que bom.

#1001Discos 0006 Duke Ellington – At Newport [1956]-Coletânea com dois discos e um mega clima de BIG Band. Algo que o Dick Tracy escutaria.

#1001Discos 0005 Fats Domino – This Is Fats[1957] – Um bom disco, difícil de encontrar. Entretanto não o considerei genial. Datou com o tempo.

#1001Discos 0004 Louis Prima – The Wildest! – Um disco FANTÁSTICO, com a maravilhosa vibe do inicio do Rock. Um achado! 😎

#1001Discos 0003 Louvin Brothers – Tragic Songs of Life (1956): O disco que define a musica country americana. Não me agradou pelo gênero.

#1001Discos 0002 Elvis Presley [1956] – O Talento puro do cantor, ainda intocado pelas grandes gravadoras e produtores de renome.

#1001Discos 0001 In The Wee Small Hours – Um disco lento e “depre” que nem lembra o Frank Sinatra que conhecemos. Perfeito pra relaxar.

 

Meus primeiros passos no desenho.


A Era do Cup Noodles.


Sempre quero acreditar que sou importante – e que tenho valor –
mas a verdade é que vivo no Admirável Mundo Novo, aquele em que não existe valor individual.

Somos todos números. Um RG, um CPF ou uma matricula – não importa.

As vezes somos um algarismo vermelho em uma planilha de custos.

Dentes de engrenagens maiores que precisam rodar e que rodarão mesmo se este dente não mais existir, ainda que de forma torta e ineficiente. Se você for realmente importante sua ausência causará certo desconforto, senão nem ao menos isso.

Vivemos a sociedade do descartável. O celular descartável, as unhas descartáveis, as lentes descartáveis, as máquinas fotográficas descartáveis, e sua expressão máxima : a pessoa descartável.

Perdemos o conceito do insubstituível, da relação duradoura e da confiança mútua. Tudo que importa é o agora, o mais e o menos e a frieza da matemática.

Um mundo com gênios limitados, mas repleto de mediocridade.

Nerd é o Kralho.


Ser nerd não é ter coisas esquisitas na sua estante, ou ver filmes obscuros, ou saber ler o IMDB e o Omelete, como os impostores (e o cara que escreveu esse artigo) querem fazer parecer. Comprar coisas é fácil. Repetir a internet como um papagaio é mais fácil ainda.

Difícil é saber coisas (de verdade, sem auxílio do Google). Aprender a  lutar contra a ignorância generalizada, não ter medo de dizer que religião é obscurantismo, lutar por uma nova sociedade que não seja comunista ou capitalista ou qualquer bosta dessas. Manter suas opiniões por mais anti-sociais que elas sejam, e até mesmo fazer uma empresa de milhões de dólares funcionar com o software que você desenvolveu.
Difícil é ser “nerd”, seja lá o que isso signifique.
E não um nerd auto-proclamado, só porque agora as empresas perceberam que precisam de gente inteligente em seus quadros. Ser “nerd” agora não é mais sinônimo de tomar porrada e não comer ninguém. É sinônimo de salário bom.
E agora, todos os caras “cool” que ficavam no colégio fumando maconha e dando porrada nos outros querem mostrar seu lado “culto” e “inteligente”. Foda-se a cultura POP. Não to nem aí se o cara curte Star-qualquer-merda e lia a Heavy Metal. Vai tomar no cú. É legal ver filmes, é gostoso ser fã, mas “nerd” já foi sinônimo de retardado social, e agora está virando sinônimo de consumista mongoloide. FODA-SE ESSE ARTIGO, e qualquer outro que queira definir o que é um “nerd”. Nerd para mim é pejorativo, palavrão, e sempre será. Já tomei porrada por causa disso e posso falar com real conhecimento de causa.
Alguém aqui sabe o que esse rótulo significa? EU já desisti de saber.
O que eu sei é que me recuso a ser um rótulo. Geração coca-cola é a minha caceta. Jovem Nerds são os meus culhões. Eu sou o Manel.
Ah, outra coisa, se o cara afirma que não é nerd logo no título do artigo dele, que autoridade ele tem para tentar penetrar nesse suposto “universo”? Vai fumar maconha e babar o ovo do Lindberg que é a sua praia.

Ninguem tem o direito de me calar.


O Movimento Zeitgeist: Resposta a ocupação de Wall Street.


Em 17 de setembro de 2011, uma expressão de desprezo sustentada pelo povo foi lançada no coração do centro financeiro mundial,  na cidade de Nova York – baixa Manhatan –  também conhecida no mundo como a instituição de “Wall Street”.

Em 26 de setembro ocorreram mais de 80 prisões,  e diversas ocorrências filmadas do que parecia ser violência e abuso vindo por parte da polícia e de forças de segurança ali localizadas, entretanto os manifestantes se mantem vigilantes no que poderia ser muito bem um evento marcante que virá a ressoar por algum tempo no futuro próximo.

O Movimento Zeitgeist gostaria de extender seu apoio público a esse direito de expressão básico.

Como o mundo vem aos poucos tomando consciência de um sistema financeiro desmoronando com crescentes protestos civis emergindo sem o viés da soberania, religião ou lealdade política, uma nova e unificante perspectiva está de forma lenta tomando seu espaço, que transcende a moldura que muitos de nós falsamente assumimos de forma empírica ser nosso modo de vida. Com o lento triturar da força de trabalho global, enquanto a mecanização continua a substituir trabalho humano para benefício da eficiência dos custos corporativos, simultaneamente reduzindo o poder de compra e de tal forma inevitavelmente sufocando o assim chamado “crescimento econômico”; Com a sempre expansiva crise de débido nascida do sistema de empréstimo fracionário e a simples realidade de que dinheiro é criado a partir de débito e vendido como uma mercadoria em troca de juros – juros que só podem ser pagos com novas vendas de empréstimos; com investimentos em  programas militares cada vez maiores em praticamente todas as grandes potências assim como as crises financeiras, juntamente com uma crise energética de hidrocarbonetos , começam a sugerir um estágio de conflito global, nunca antes visto, junto com a psicologia do mercado de consumo do crescimento infinito que continua a impregnar e distorcer os nosso valores e o que significa viver em harmonia em um planeta com recursos finitos.

Este deve ser o momento em que nós começamos a ver que esses problemas sociais que temos em mãos não são específicos de nenhuma política geral, administrativa ou até mesmo da assim chamada “ganancia corporativa”. O Problema real que temos em mãos é sistemática por meio de nossas fundações mais centrais sobre o que define nosso sistema econômico e a psicologia que é apoiada e recompensada.

A ilusão histórica que continua até os dias de hoje é que alguém, ou algum grupo, é explicitamente culpado. Ao invés de focarmos em 400 pessoas que tem mais riquezas que 150 milhões de pessoas na américa, ou ao fato de que globalmente 1% da população possui mais riqueza que 40%, vamos nos questionar como esse tipo de manifestação é possível e, de forma ainda mais critica, por que deveríamos esperar menos do que isso? Pense nisso.

A Queda do Sistema Financeiro é Iminente. ;-)


Resposta ao Ouvinte do Podtrash Álvaro Santos Jr.


Oi Alvaro.

Parabéns pelo seu curso de graduação, e sua profissão. Admiro quem vive exclusivamente de cinema. Você poderia nos informar em quantos filmes, e quais filmes são esses em que trabalhou? Gostaria de assisti-los.

Obrigado pelo elogio sobre o bom humor. Nosso podcast é dedicado a filmes que consideramos cultura de massa (e não filmes de arte), com bom humor. Se você encontrou bom humor é sinal que estamos fazendo direito nosso trabalho.

Realmente não sou um especialista, sou apenas uma pessoa que vê filmes e fala o que pensa sobre eles. Se você procura uma opinião mais embasada sobre qualquer assunto (entre eles a arte do cinema novo) você deveria pedir a opinião de seus professores, ou críticos de arte, o que – definitivamente – não é o meu caso.

Você não deveria se irritar com opiniões contrárias a sua, pois vivemos em uma Democracia. Muito mais polêmica surgirá nos episódios a seguir (ainda sobre Mojica) e se você for se irritar, é melhor para de escutar por aqui. Nosso objetivo final é a diversão. Se você não se divertiu, nós inadvertidamente erramos.

Com relação a minhas opiniões sobre o cinema novo aqui vão elas, por escrito para que fique bem claro o que pretendo dizer:

1. O Cinema novo copiava descaradamente os movimentos do “Neo-realismo” italiano e a “Nouvelle Vague” francesa, sendo assim não é verdadeiramente Brasileiro.

2. Foi sucesso no exterior apenas e justamente por copiar as suas estéticas.

3. Era um fracasso retumbante de bilheteria no Brasil.

4. Foi responsável direto pela baixa qualidade do cinema nacional pois alem de fracasso de publico, a baixa qualidade de áudio e vídeo – até hoje discutida – é fruto direto da célebre frase de Glauber Rocha: “Uma idéia na cabeça e uma câmera na mão”, que tinha a melhor das intenções mas se tornou uma desculpa para a má produção.

5. São filmes (mais uma vez na minha modesta opinião) que só são superados em sua enorme chatice por sua imensa pretensão. Um bando de garotos pretensiosos tentando fazer uma arte que não conheciam sobre assuntos que não dominavam.

Para finalizar, se o Cinema Novo é o máximo que nossa intelectualidade pode produzir, meu deus, estamos perdidos.

Abraços,
E continue a ouvir nosso Podtrash.

Fazendo com o Tio Jobs a mesma coisa que fiz com o Tio Bill.


Quando é que as grandes empresas vão entender que as pessoas querem ser livres?

O Guia Definitivo do Cinema Trash – A Década de 30


Dracula (1931 film)

Image via Wikipedia

Em post anteriores, começamos a estabelecer em dezoito filmes essenciais que inspiraram – e ainda inspiram – a produção dos gêneros que normalmente rotulamos como Trash.

Para ver estas dicas do início do cinema, você pode ir para esse post.

Depois montamos uma linha de tempo em forma de gráfico que nos permite visualizar a produção do início do cinema (ainda amorfa) e como essa produção começou a ramificar nos primeiros gêneros cinematográficos ditos trash. Veja aqui.

Seguindo com nossos posts que querem mostrar a evolução do cinema trash, vamos começar nossas dicas para a década de 30 aonde já podemos ver estilos mais embasados, e portanto mais facilmente definíveis. Os grandes estúdios de Hollywood vão definir todo o horror/terror que virá nas décadas de 30 e 40, deixando para trás o cinema Europeu que sofre com o mal da Alemanha Nazista e a ascensão de Hitler ao poder em 1933.

Os novos recursos do cinema, introduzidos na década de 30 (som, cores, e a morte dos inter-títulos) nos permitem inovações – como os musicais – e a Universal inicia seu famoso ciclo interminável de filmes de Terror, enquanto a Warner bota violência e corrupção na telona com seus filmes de gangsters.

Damos nossos primeiros passos em direção a pornografia, com a nudez de Hedy Lammar no filme suéco Extase.

Vemos também o nascimento da Republic Pictures e seus filmes B de boa qualidade, em especial Westerns. Na Europa um interminável Fritz Lang luta contra a crise com seu Vampiro de Dusseldorf.

Hattie Mcdaniel vence o Óscar na categoria de melhor atriz coadjuvante e torna-se a primeira pessoa de raça negra a vencer um Óscar.

Em meados da década, com a recuperação da crise de 29, temos terreno fértil para a retomada do cinema, que culminará em 1939 que é considerado por críticos um dos melhores anos de todos os tempos para a sétima arte.

Vale lembrar que estas dicas são diárias, e quem me acompanha no Twitter recebe primeiro.

  1. A Idade do Ouro (L’Âge D’Or) (1930) Frenético e surrealista, essa quase parceria de Dali e Bruñel legou imagens inesquecíveis
  2. Drácula (Dracula) (1931) Bela Lugosi como o eterno Drácula das décadas de 30 – 40, com seu sotaque forte e falas marcantes.
  3. Frankenstein (1931) Boris Karloff Inicia sua luta épica com Bela Lugosi sobre quem é o monstro mais icônico do terror.
  4. M, o Vampiro de Dusseldorf (M) (1931) Fritz Lang encontrou a expressão perfeita para medo,demência,e languidez do assassino.
  5. Monstros (Freaks) (1932) Censurado, impactante, único. Uma mulher acusou o filme por sofrer um aborto durante a exibição.
  6. O Vampiro (Vampyr) (1932) Um sombrio espetáculo de morbidez orquestrado pelo genial diretor dinamarquês Carl Theodor Dreyer
  7. Boudu Salvo das Águas (Budu Sauvé des Eaux) (1932) Comédia que ensina como a caridade pode ser inconveniente.
  8. O Fugitivo (I Am a Fugitive from a Chain Gang) (1932) Inicia o estilo presídio. Cria o formato trabalho forçado/Castigo sádico
  9. Zero de Conduta (Zéro de Conduite) (1933) O melhor ficcional anarquista do séc. 20, este filme vê de forma surreal a rebeldia
  10. Terra sem Pão (Las Hurdes) (1933) Crítica cruel de Luis Buñuel, gélida e pungente,mesmo assim, um filme de estranha beleza.
  11. King Kong (1933) O Mais simpático e cativante monstro de 15 metros de altura. Modificou para sempre os efeitos visuais.
  12. It’s a Gift (1934) Politicamente incorreto de uma forma que apenas uma comédia dos 30 pode ser é o melhor filme de W.C.Fields
  13. O Gato Preto (The Black Cat) (1934) Karloff e Bela Lugosi no mesmo filme? SIM! Satanismo, vingança, necrofilia e traição.
  14. O Triunfo da Vontade (Triumph des Willens) (1934) O Mais épico filme de propaganda Nazista. Magistralmente manipulador.
  15. O Testamento do Dr. Mabuse (Das Testament de Dr. Mabuse) (1932) Mesmo com os anteriores é visto como a continuação do vilão.
  16. A Noiva de Frankenstein (Bride of Frankenstein) (1935) Karloff pode desenvolver o monstro de Mary Shelley nesse humor negro.
  17. O Homem Invisível (Invisible Man, The) (1933) James Whale fez um filme com sonorização impecável, ágil e com ritmo veloz.
  18. O Galante Mr. Deeds (Mr. Deeds Goes to Town) (1936) Filme que deu origem ao remake de 2001 com Adam Sandler e Winona Rider
  19. Daqui a Cem Anos (Things to Come) (1936) “Evite áreas onde bombas caíram pois estão infectadas pela Peste dos Errantes.”
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