Respeitáááável Público! O Circo das Eleições Chegou!


O Desafio de hoje foi enviado pelo meu atual chefe. Envia o patrão: “ia pedir para você fazer um artigo sobre as eleições e nossos fantásticos candidatos.”

Então, como chefe é chefe, pulei a fila e hoje vou escrever sobre esse estranho período, que são as eleições.

Eu tinha prometido a mim mesmo que não escreveria sobre as eleições esse ano. Sabia que, se fosse fazer isso, o artigo ficaria gigante, revoltado e ofenderia a todos os meus leitores sem exceções, coisa que tenho evitado por conselho do meu outro chefe, o Sergio. Entretanto sou obrigado a dizer que adorei ter sido desafiado a fazer este artigo, pois me sinto com a obrigação de abrir os olhos de algumas pessoas que ainda acreditam nessa coisa podre, ineficiente, e falida que se tornou a política nacional e mundial.

Quando vejo o horário eleitoral gratuito, renovo minha certeza de que nada de bom pode surgir dessa imundice que se tornou o processo político. As eleições são o mais vulgar concurso de popularidade, um verdadeiro vale tudo para tornar os candidatos em “Patricinhas de Bervley Hills”, e convencer o povo ignorante que aquele “rostinho bonito” ou que aquela “aparência séria e capaz” é verdadeira. É o culto a manutenção da ignorância.

Vale comprar voto com dinheiro público, lançar mentiras e falácias na imprensa, dar banho de loja na Dilma, sentar na frente de favelado e fingir que está escutando o pobre coitado. Dá-me nojo. Mais do que nojo, me dá o mais essencial desejo de revolta.

E antes que comecem os comentários “ah, mas e se…” saibam de uma coisa: não existe concerto. Não existe opção. O sistema está tão inerentemente corrupto – tão essencialmente corrompido – que a única coisa que podemos fazer é rezar para que ele morra, e morra pelo câncer criado por esses vermes que estão no poder.

Peço para os que lêem esse artigo que não tenham medo. A morte é uma parte natural da vida e, quando o processo político falir, uma coisa nova e melhor certamente virá.

Vamos analisar as nossas opções nas urnas:

O Governo

Esse ano nós tivemos que aturar a campanha eleitoral mais cedo do que de costume, afinal, como o atual governo nunca teve a máquina pública a seu favor em uma eleição, Lula e seus comparsas, camaradas, correligionários, ou qualquer coisa que a sua quadrilha esteja usando hoje em dia, ficou ansioso por ativar a compra de votos institucionalizada, disfarçada de assistencialismo – a tal bolsa família – para garantir os tais 18 pontos de vantagem que hoje Dilma apresenta nas pesquisas. Eles controlam as massas e conseqüentemente as eleições. O “jogo político” é de cartas marcadas, e apesar de você detestar a Dilma, ela será a líder máxima do executivo, debruçada na popularidade de um torneiro mecânico. Ah, antes que eu me esqueça, a Dilma lutou contra a ditadura é o K Ralho. Quando a Dilma ingressou na luta armada, ela era comunista, e como tal, ela queria trocar a “Ditadura Militar” pela “Ditadura do Proletariado”, então democrata é o meu pau.

A Oposição

Enquanto isso, o babaca do José Serra, que não tem nem ao menos a coragem de admitir que seja oposição a Lula, vai singrando pra lá e pra cá dizendo: – “eu lutei contra a AIDS, eu criei os genéricos…” sem revelar que na verdade o que ele fez foi rasgar a constituição e quebrar a patente dos laboratórios internacionais, criando o primeiro caso de pirataria governamental que se tem notícia no mundo. É mais ou menos o que o seu camelô preferido faz quando te vende um tênis Mike – ele quebra a patente da Nike. Serra, governar com os recursos dos outros é mole, e roubar pesquisa científica não faz de você o “cara que acabou com a AIDS”.

Olha como sou moderninho, eu voto no verde!

ou

Uiii! Acho que vou votar na Marina e dar a bunda.

Essa é a opção da pequena burguesia, que quer dar uma de “consciente” e não quer se comprometer. É a forma mais fácil de dizer “eu sou diferente do que está por aí, mas não tenho coragem de lutar”. O pequeno burguês, sentado no trono do seu apartamento e vendo a morte chegar, vota na Marina Silva, que tem dois defeitos: ela não tem nenhuma maneira de ganhar por não possuir um curral eleitoral e, mesmo que ela pudesse ganhar, ela não tem absolutamente nenhuma forma de legislar. Ela não tem nenhuma cadeira nas casas – câmara e senado – e para que ela pudesse ter alguma chance de fazer alguma coisa, teria de se vender mais do que uma puta de borracharia. O “Mensalão” teria de virar “Diárião”.

Ok, Manel. Eu li todas essas merdas que você escreveu aí, mas e daí? O que eu faço? Fico sentado na minha casa, olhando o Lula comprar a eleição e dar pra Dilma de presente de Hallowen?

Seria muito adequado, afinal quem já trabalhou com a Dilma disse que ela é a maior bruxa mesmo, mas não faça isso. Siga o pequeno Guia Babaca para as eleições.

O Ideal mesmo é que você não compareça nas urnas. Aproveite o feriado. Carpe Diem. Seu voto não vale nada mesmo, então pelo menos curta o feriado. A multa por não comparecer as urnas é de R$ 3,50. Pague e deixe o sistema político falir. Ele vai.

Existem pessoas que acham que “não estarão cumprindo o seu dever de cidadão” se não forem às urnas. Sem problemas! Dedique seu dia a caridade. Dê aulas de educação moral e cívica em comunidades carentes. Ensine como deveria funcionar a democracia. Mostre o valor do povo, e que o povo não deve ter medo de seus governantes, e sim os governantes é que devem ter medo do povo.

Mas, se mesmo assim, você ainda confia em algum candidato e quer votar, pelo menos siga os passos abaixo:

  1. Não vote no líder das pesquisas.
    1. Pesquisas são manipuladas para te enganar. Não acredite nelas.
  2. Não vote em alguém só porque você não quer que o líder das pesquisas ganhe.
    1. O Voto é uma transferência de poderes políticos. Você elege um representante, alguém em quem você escolhe e confia. Portanto jamais transfira seus poderes políticos por influência de fatores externos, sejam eles quais forem.
  3. Se você não confia em nenhum dos candidatos concorrentes, vote nulo.
    1. O Voto nulo é o instrumento democrático com o qual você pode demonstrar a sua insatisfação com os candidatos concorrentes. Não acredite nas falácias de que “o voto nulo não tem poder”. Eles querem que você fique como uma vaquinha de presépio, votando em branco sempre, se possível. Mesmo que questionem juridicamente a eficácia de um voto nulo, jamais abra mão desse instrumento.
  4. Jamais, sob nenhuma hipótese, vote em branco.
    1. O voto em branco é como dar um cheque assinado e não preenchido para a sua mulher. Você sabe que vai se foder.

É isso,

Sei que foi longo e duro, mas basta relaxar que entra tudo.

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Sobre tremyen

Sou um milhonário exótico que curte falar besteiras pela internet.

Publicado em 30/08/2010, em Desafie o Manel, Eleições 2010, Politica, Revolta Total, Tudão e marcado como , , , , . Adicione o link aos favoritos. 12 Comentários.

  1. Adolfo Pachecas

    Neneca,
    Saiba que gosto muito de você e de seu blog. Mas acho que você foi muito duro com o sistema eleitoral brasileiro. Sabe por que? Tenho certeza que você escreveu tudo sem ainda ter visto a campanha do senhor FRANCISCO EVERARDO OLIVEIRA SILVA, sabe de quem estou falando? aquele que atende pela alcunha de TIRIRICA… Com sua plataforma extremamente profunda “Pior que está não fica!”. Na ficha da candidatura dele em http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/jsp/abrirTelaDetalheCandidato.action?sqCand=250000001352&sgUe=SP consta a sua escolaridade “Lê e Escreve”… Aí te pergunto meu bom amigo. O que esse borra botas pode fazer por nós? Você acha que algum boçal votaria nele??? O pior é que periga ele ser eleito pela sua popularidade. Ainda bem que não voto aqui em SP e nem irei ao RJ votar digo em coro com você FODA-SE o sistema eleitoral.

  2. Carlos Kleber

    Afinal, em quem você vai votar pra deputado e senador?

    ps.: Dilma na cabeça 🙂

    • A Dilma ontem no Jornal da Globo parecia o Jack Nicholson em “O Iluminado”, tentendo forçar o sorriso.

      E, aproveitando que o assunto do momento é Dilma, parabéns pro marqueteiro de campanha: ele fez aquele tribufu ficar até passável.

  3. Ora meu caro Pachecas, Todo grande circo tem o seu grande palhaço, e ninguem melhor que o Tiririca para representar esse papel, afinal, ele começou sua carreira artistica como palhaço de circo mesmo.

    Nada mais justo que ele termine sua carreira como palhaço.

    Não posso pensar em um lugar mais adequado para um palhaço do que o Congresso.

  4. Manso, seguirei meu próprio conselho e não comparecerei as urnas. Muito provavelmente dedicarei meu dia a observação das ondas do mar.

    Acho R$ 3,50 um preço justo por aproveitar um belo feriado.

    []s,

  5. O pior é aturar Romário declarando aproximadamente um milhão de reais como todos os seus bens para poder se candidatar.

  6. Gostei do seu texto ( tocou principalmente nos os candidatos à presidência e na questão do voto) e eu resolvi pitaquear, humildemente, sobre o assunto.
    Não direi nada sobre os candidatos, mas vou tentar, sem intelectualismo barato, explicar os diversos sentimentos que a palavra política parece trazer à tona no imaginário de muita gente hoje em dia: aversão, medo, raiva e, principalmente, conformismo e apatia.
    E isso só acontece para a grande massa quando a mídia aumenta a intensidade do bombardeio sobre assuntos políticos geralmente em duas ocasiões: durante as eleições e quando mostra os escândalos de corrupção já rotineiros, infelizmente. Para o povão, participar do processo político, “fazer política”, é ir votar. Só isso.
    Não vim aqui com o objetivo clichezão de fazer campanha pelo voto consciente ou pela cheiração das fichas mais ou menos asseadas dos candidatos: muito pelo contrário. Quero falar do que é “fazer política”.
    Para mim, é discutir, debater, questionar, dialogar, criticar. É quebrar limites impostos à liberdade das pessoas. Somente pessoas livres de fato são capazes de responsavelmente traçar, individual e coletivamente, os seus próprios limites individuais e coletivos.
    Vejam bem, a representação política (o ato de eleger um candidato e transferir a ele as responsabilidades dos cidadãos) foi fundamental para a vitória de um determinado projeto de sistema produtivo. O povão, a massa, a ralé, o gado, fica liberado do exercício da política e direciona sua força e potência apenas para produzir mais-valia.
    Sem a invenção liberal da democracia representativa os antigos nós que atrapalhavam a indústria jamais seriam desatados e a sociedade de consumo em massa seria impossível.
    Se você retira de um sujeito a sua face política (de crítica e de transformação), resta a ele somente a busca pela sobrevivência no mundo regido atualmente pela ditadura do mercado.
    O pensamento liberal é, hoje, aquele do “não tem saída nem alternativa”, do “o mundo assim como está não é perfeito, mas é o melhor possível”, enfim, o cúmulo do conformismo e apatia. Para quê “fazer política” se o que está aí melhor não fica? Em um mundo globalizado, a política se tornou insignificante frente ao poder do dinheiro. Em nome do dinheiro, países são transformados em escombros para depois serem reconstruídos do jeito mais lucrativo, por exemplo.
    Submeter a política ao grande mercado é má política, e isso acontece quando paramos de nos questionar, e questionar os outros também.
    Eu acredito firmemente na internet com essa qualidade libertadora de “fazer política” por meio de blogs como o seu.
    Valeu, Manel.
    Douglas

  7. @Douglas
    A questão não é o intelectualismo barato ou simplesmente fazer citações de pensamentos baratos.
    Pelo contrário! Porra! A massa de manobra tá fodida mesmo. Neguinho lê a a Veja e acha que sabe tudo de política, mas não sabe o nome do vice-presidente da república. E pelo menos esses alguns que são manobraos lêem.
    E como nossas eleições presidenciais são menos importantes que uma copa do mundo, o povaréu sabe o nome do técnico da seleção brasileira. Sabe o nome do auxiliar. Sabe até o nome do preparador físico. Mas na hora de votar, nem sabe o número do candidato que vai votar. E se duvidar, nem entende o que significa aquele número. Partidarismo? Isso é palavrão para eles. Mas se você falar Jabulani, saberão…
    Contudo, concordo quando você diz que ser politizado não é votar. Não é ser filiado a partido. E sim debater e fazer o máximo de pessoas possíveis entender o que é a democracia.

    @Manel
    Vai se ferra cara. Dizer que tá morto o processo político no Brasil? Você tá se equiparando a tantos outros ignorantes que insistem em citar que “não tem jeito”, “votarei no Tirirca”, e o caralho a quatro. Não fode porra. E mandar neguinho anular o voto só de K.O.???? Porra cara! E os pobres liberais que se fuderam no apssado para resgatar a democracia? (não, não sou neo-liberal e muito menos vermelho). Na moral, você escreveu besteira. E das grandes.

  8. @Gunter Meu caro Bruno, ontem eu e minha dignissima esposa tivemos o imenso prazer de ver o horário eleitoral gratuito de São Paulo, por recomendação do outro grande amigo, o Pachecas. Nossa TV a cabo pega a Record de São paulo e pudemos ver, ao vivo, as atuações de Mulher Pêra – jovem vota em jovem – e um sem número de seres humanos bizzaros, incluidos ai corcundas, imitadores de celebridades e metade do grupo KLB, entre outros. Dificil mesmo era achar um ser humano normal.

    Você só compreenderá o que estou dizendo quando puder fazer isso tambem. Experimente.

    Se você acha que a coisa é ruim no Rio, acedite Bruno, lá em Sampa (a maior cidade da ámeria latina) o negócio chegou a niveis alarmantes. Decidi que não votaria mais no Tiririca se fosse paulista, apesar de eu e Tati termos quase nos mijado de tanto rir com seus 20 segundos de tempo de tv.

    EU Votaria no MAGUILA!

    Éééééé… ele mesmo! MAGUILA! O pugilista preferido da Bandeirantes.

    Sabe qual foi a unica fala dele, em seus 10 segundos de TV?

    -“Porrada Neles!”

    Pra mim essa é a melhor plataforma eleitoral já exibida na tv. E se o Maguila for mesmo distribuir porrada na câmara, ele tem o meu voto CERTO.

    Jesus te ama.

  9. Cruzes. Jamais. Maguila? O foda é que você alimenta essa bazófia com esses posts, se neguinho não começar a se mexer, fodeu de vez.

  10. Não rio, choro 😀

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