Viva, Viva, Viva a medicina alternativa!


O Desafio do Manel de hoje foi enviado pelo amigo Carlos Kleber Arruda, do Rio de Janeiro.

Diz o coleguinha: “Fale sobre as bizonhices da Medicina Alternativa.”

Nunca fui um homem ligado a ciência da biologia, e para ser bem sincero, beiro a ignorância total nesse tipo de assunto. As únicas recordações que tenho de ter estudado biologia estão no meu já longínquo primeiro grau quando acredito, na quarta série primária, minha titia cotinha cuja qual não recordo o nome me fez decorar, em alto em bom som -“O ciclo da vida é: as pessoas nascem, evoluem, reproduzem e depois morrem”.

Naquela época, ainda em tenra idade, achei que o negócio era sério e levei esse conhecimento por toda a minha vida infantil como uma verdade absoluta. Mas ao amadurecer nós aprendemos que não existem “verdades absolutas”, e os chamados terapeutas alternativos são uma demonstração que existem formas de vida capazes de se reproduzir antes mesmo de evoluírem, o que destruiu o argumento de minha professorinha.

Para quem não sabe, um terapeuta alternativo é uma pessoa que se veste de branco e quer que você a chame de “doutor”, apesar de conhecer de biologia a mesma coisa que eu. Em geral elas acham que vão te curar acendendo uma lanterna na sua cara, mandando você cheirar uma merda qualquer, ou apenas operando o seu “espírito”, seja lá o que isso for.

Existem milhares desses charlatões, digo, terapeutas espalhados por aí, sendo que alguns beiram o limite do ridículo nas suas formas de enganar um otário desesperado o suficiente para pagar alguma grana em uma sessão de “medicina” alternativa. Vale lembrar que para um tratamento ser classificado como “médico”, ele deve necessariamente ter a sua eficácia, indicações e segurança comprovados cientificamente (no Brasil, esse princípio está descrito na resolução 1.499/98 do Conselho Federal de Medicina), coisa que nenhum dos tratamentos citados nesse blog possui.

De acordo com as pesquisas que fiz para escrever este artigo, existem mais de 180(!!!) alternativas bizarras para a medicina, sendo que considerei algumas tão escrotas que receberão um artigo a parte, pois não posso deixar de falar de tratamentos como a massagem ayurvédica, que é tão complexa e enganadora que podemos gastar páginas e páginas falando apenas dela. Vamos começar:

Acupuntura: Um japonês sádico e filho da puta enfia agulhas quentes com pólvora dentro na sua carne e explode as mesmas na sua pele. Essa merda dói tanto que faz qualquer outra dor no seu corpo parecer fichinha e desaparecer. Você fica uma semana em casa feliz da vida por não estar mais nas mãos daquele maldito japa, mas logo depois a dor original volta e você paga mais R$ 120,00 para aquele torturador nazista fazer tudo de novo.

Aroma terapia: Uma patricinha zona sul manda você cheirar alguma droga forte, que pode derivar da maconha, ópio, ou alguma orquídea exótica africana que te deixe doidão. Você esquece que está doente, que tem que pagar as contas no final do mês e que a terra é redonda. Normalmente quem pratica engorda, por causa dos efeitos colaterais conhecidos como larica.

Arte terapia: É uma puta embromação, inventada por Johann Christian Reil, um “médico” alemão amigo do Pinel (aquele mesmo que deu nome ao famoso sanatório do Rio de Janeiro). Segundo o autor, arte terapia é “um processo terapêutico que se serve do recurso expressivo a fim de conectar os mundos internos e externos do indivíduo, através de sua simbologia”. Como ninguém entendeu merda nenhuma do que ele disse, e os dementes ficavam concentrados nas telas de pintura sem machucar os enfermeiros, nego achou legal.

Auriculoterapia: Hipócrates, pai da medicina na Grécia antiga, era taradão, e ficava de pau duro toda vez que um menininho fazia uma pequena sangria em sua orelha. Ele relata que esta seria a cura da impotência sexual em seu livro “Geração”, escrito muito antes de cristo. Em 1950, Paul Nogier, um famoso médico francês achou isso legal e começou seus estudos sobre como curar todo o corpo humano baseando-se, apenas, na orelha. Em 1998, o próprio Nogier falou: “A favor dessa prática produz-se um verdadeiro entusiasmo, na verdade bastante efêmero, já que não se podia dar-lhe nenhuma base científica”. Estão aí as bases desse maravilhoso tratamento.

Bio dança: Normalmente, esta “ciência” é ministrada por uma senhora divorciada, de meia idade, mal amada e desesperada para arrumar um novo marido. Foi criada nos anos 1960 pelo antropólogo e psicólogo chileno Rolando Toro Araneda, um puta “latin lover” travestido de médico, que a definiu como “um sistema de integração afetiva e desenvolvimento humano baseado em vivências (experiências intensas no aqui e agora) criadas através de movimentos de dança com músicas selecionadas, e através de situações de encontro não-verbal dentro de um grupo, centradas no olhar e no toque físico.”, o que pra mim é papinho de miche que quer comer umas coras e ainda descolar um troco.

O Artigo já está bem grande e ainda faltaram alguns “tratamentos” que eu gostaria de comentar, então esse desafio terá uma parte dois. Aguardem.

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Sobre tremyen

Sou um milhonário exótico que curte falar besteiras pela internet.

Publicado em 31/05/2010, em Desafie o Manel, Medicina, Revolta Total, Tudão e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 3 Comentários.

  1. O único post ruim que eu já fiz. Ninguem comenta e o único que teve coragem de votar mandou um “fraco”. 😉

  2. Layout novo a cada mês? Tu tá de voz finice!

  3. Interessante o rol de empulhação. A “biodanza” como chamam por aqui é bem isso mesmo. Fui olhar o site do dito “instituto” aqui em minha cidade e após analisar o curriculo das “instrutoras-facilitadoras”, todas senhoras de meia-idade, com cursos de extensão em ínumeras porcarias como reflexiologia, rei-ki, etc, apareceram fotos do Sr. Rolando Toro ao longo da vida, esbanjando vitalidade, sorridente, apresentando-se individualmente a pequenos grupos. Olhei bem a cara dele e notei q algo nao me cheirava bem.

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