O Guia Definitivo da Pornô Chanchada parte 4


Melhores Obras – Continuação

  • 6 – A Super fêmea (1973): Dirigido por Aníbal Massaini Neto e escrito por Lauro César Muniz, essa comédia sexual é quase um manual de como escrever uma pornô chanchada. Com um roteiro que até um mongolóide pode entender, a ninfetinha e ainda debutante no cinema Vera Fisher (este foi seu segundo filme, depois de Sinal Vermelho) é mostrada de todos os ângulos possíveis e imagináveis. O elenco é muito esquisito e mal escalado, com participações bizarras como Décio Piccinini (ele mesmo, direto do banco de jurados do SBT) e Silvio de Abreu (fazendo uma ponta?!?!). Filme de um machismo agressivo revela todas as características do movimento da pornô chanchada, entre eles o controle total do homem sobre a câmera, a mulher como objeto de prazer e adoração e a transposição dos desejos do homem, dominado pela ditadura militar, para o universo ficcional do cinema. Neste filme uma empresa de comprimidos vai lançar um anticoncepcional masculino que é imediatamente recusado no mercado, porque ele pega a fama de brochar seus clientes. Para reverter à situação é contratado um especialista de propaganda que começa a seleção de uma modelo para ser a garota propaganda do remédio, baseado em sua genial análise de que o homem quer três coisas: mulher, jogo e café. Uma das características desse filme é a escolha de nomes escrotos para personagens, como Onam Della Mano e Comendador Rollo Maschio.

  • 5 – Rio, Babilônia (1982): Dirigido pelo incomparável Neville de Almeida e escrito por Ezequiel Neves e João Carlos Rodrigues, esse filme é um mergulho de cabeça no submundo da hipócrita alta sociedade carioca. Na minha modesta opinião é o melhor trabalho de direção de Neville em toda a sua extensa carreira (sem nenhum trocadilho com as carreiras de cocaína que correm soltas nesse filme). Indicado ao kikito de ouro de melhor filme e ganhador do kikito de ouro de melhor produção e figurinos.  No elenco, quem diria, uma Cristiani Torloni super liberal, dando (literalmente) o seu melhor nesse filme quase pornô, graças à magistral direção de Neville. Mas ela está muito bem acompanhada em um dos elencos mais bem escalados do cinema nacional, com: Joel Barcellos, Jardel Filho, Norma Bengell, Tânia Bôscoli, Paulo Villaça, Antônio Pitanga, Paulo César Peréio, Denise Dumont e Pedro Aguinaça. Marciano (Joel Barcelos) é um promoter no Rio de Janeiro que é contratado para ciceronear o milionário mato-grossense Liberato (Jardel filho) que mora nos Estados Unidos, em uma breve passagem pela cidade maravilhosa. O promoter não deixa por menos, e leva nosso amigo turista em orgias e bacanais que deixariam Dercy Gonçalves com vergonha, tudo regado a coca aí na geladeira. No meio do filme tem uma traminha água com açúcar da repórter Vera Moreira (Cristiani Torloni) que tenta provar que Liberato é na verdade Mr. Gold, o perigoso contrabandista de ouro entre mato-grosso e Estados Unidos, mas isso desaparece totalmente dentro da putaria alucinada e sem pudor que o filme se torna. Este filme tem a clássica cena da piscina, que é tão bem filmada que algumas pessoas juram que tá rolando mesmo uma orgia completa na cena.  Um filme  que critica acidamente a alta roda, e é absolutamente imperdível.
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Sobre tremyen

Sou um milhonário exótico que curte falar besteiras pela internet.

Publicado em 11/03/2010, em Cinema, Pornô Chanchada, Tudão e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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